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Por Claudio da Matta
 
 


Pílulas Textuais – Inspiração, Ação, Lendas Vivas, Contribuições, Trabalho e Festa

Ninguém vive de surfe pensado. O trocadilho é válido, mas estou falando literalmente que o surfista, para sê-lo, precisa estar freqüentemente dentro da água, em uma busca física pelas ondas. É certo que, em alguns casos, por obra do destino, alguns surfistas ficam impossibilitados da prática e pensar o surfe é a única modalidade que resta, opção de grande mérito.

Por ironia do destino, logo que comecei a escrever o Surfe Pensado, minha vida se afastou mais um pouco do ambiente praieiro, conseqüentemente do surfe. É aquela tal busca por objetivos, a situação do drop, o momento certo de cada um fazer o que deve ser feito. Tudo isso pra falar que outro dia fui na Prainha e dei um gostoso banho na alma. Era dia de semana e fui acompanhando o amigo Guilherme Einloft, autor da foto que ilustra o cabeçalho da coluna (que até então não havia sido devidamente creditado). Uma tarde de redenção, capaz de restabelecer parte da força gasta na vida urbana, no dia-a-dia de luta, longe do mar. O turco também estava lá aproveitando aquele metro e meio de onda (de frente!). Fica na mente a vista de cima da pequena serra que divide a Prainha da praia da Macumba, na volta, em pleno crepúsculo, na boca da noite. Um visual inacreditável e marcante, perfeito para depois do surfe. Tudo bem que depois disso veio a Linha Amarela, a Linha Vermelha e a Ponte, mas isso é outro papo.

Esqueci de falar sobre o e-mail do Gustavo, que mandou mensagem corrigindo a correção que eu fiz no nome do Giló. Jiló, segundo o dicionário Aurélio, é fruto do jiloeiro, palavra do quimbundo – língua africana. Enquanto Giló (apesar de eu não ter conseguido falar com ele, para além de confirmar o aqui dito, poder colocar mais um azeite nesse caldo) é, como disse o Gustavo e eu concordo, o “lendário” surfista niteroiense. Quando eu era moleque, ouvindo com a beirada do ouvido o papo alheio, num certo dia de ondas na Laje de Iaipú, Giló me impressionou com os equipamentos recém chegados do Havaí e com algumas histórias, inclusive a de ondas grandes no Farol de São Tomé, em Campos. É isso aí. Se o Giló tiver acesso a esse texto, honrando a coluna com sua visita, entre em contato, pois logo será posta em prática uma reconstituição da história do surfe em Niterói e sua contribuição será fundamental.

Mesmo ficando sem publicar novas colunas por um tempo um quanto demasiado, existe um fator que leva o projeto Surfe Pensado a andar sem que eu faça força (a centelha foi acesa e agora a chama vai aonde tem oxigênio para queimar; a roda tomou impulso). Disponibilizo aqui mais uma bem vinda colaboração de um surfe pensante. Não se trata de crítica ou elogio, mas de um texto informativo, turístico, voltado para os que querem se aventurar pelos picos do litoral paulista. Agradeço a contribuição para a coluna e reafirmo que as mesmas são bem chegadas e, na medida do possível, serão publicadas (quem quiser, pense o surfe e mande pra gente!).

- Vamos surrrrfar, meu?– Parte 1 – por Alexandre Buriti

Finalizando, sobre o bloco Maria Farinha, que sai em Itacoatiara no sábado, após a quarta-feira de cinzas. Léo informa que, para quem quiser ver mais fotos, todas reproduzidas das imagens de vídeo feitas pelo surfista Guilherme Felisberto, e informações sobre eventuais ensaios e outras conversas, basta se inscrever em:

http://br.groups.yahoo.com/group/mariafarinha/

Fala Léo: “Seria bom também dizer que todos são muito bem-vindos ao bloco, especialmente tocadores de instrumentos de sopro, principalmente trompete e trombone. Gaitista, só se for de chave.”.

MENSAGENS ELETRÔNICAS RECEBIDAS PELA COLUNA

CRÍTICA
"Grande Claudinho"...
É sempre um prazer ler um texto novo do surfe pensado, já estou pra te escrever há um tempão mas tem me faltado tempo. Gostaria de fazer a mesma critica de muitos como você mesmo citou, o surfe pensado não pode deixar os seus leitores sem novas matérias.
Você sabe muito bem disso, que o que dá credibilidade a um bom trabalho é a sua qualidade e a manutenção desta. Qualidade o surfe pensado tem, então a luta fica para mantê-la.
Vou falar um pouco do meu caso, sou leitor assíduo da coluna e se tem uma coisa que me da prazer é semanalmente ler um texto seu no surfe pensado, com palavras do dia a dia da praia, muito bem colocadas, que nos da a impressão de estarmos lendo uma historinha em quadrinhos. São as trips, a relação idade/surf, a analise do tamanho do mar, a discordância da sua opinião e a do Cyriaco... e por ai vai. Eu estou longe de casa e mato minha saudade de itacoá vendo o mar em fotos e lendo sua coluna, mas isso não foi possível essas semanas porque sempre que entrava no site notava que a matéria continuava a mesma. Ruim, muito ruim, não sabia o que estava acontecendo, se você não era mais escritor daquela coluna, se ela estava em crise, simplesmente não sabia. Isso não é bom, traz uma desconfiança por parte do leitor, ele não tem mais a mesma freqüência que tinha antes pois as matérias não tem sido atualizadas. Imagino que deve ser difícil escrever sem inspiração mas faça uma força, convide pessoas, busque novas alternativas para manter a coluna com novas matérias e com a qualidade de sempre, esse é um pedido do leitor.
No meu caso, um leitor que faz questão de mostrar o site para amigos e ter a satisfação de vê-los apreciando também a coluna e no final, depois dos elogios, falar de boca cheia... "esse cara que escreve, é um brother camarada meu, gente da melhor qualidade e que tem o surf como religião também."
Isso engrandece a nossa cidade, a nossa maravilhosa Itacoatiara e melhora o entendimento das pessoas em relação ao surf.
Então ai fica meu pedido para a fábrica de palavras não parar pois ela alimenta a imaginação das pessoas.

Um beijo,
Raphael Queiroz (Macalé)
Em 28/03/04 – seguindo da Flórida para a Califórnia, EUA. – Boa sorte Macalé!!!

GILÓ
FALA AI CLAUDINHO, ALOHA...

CARA, INACREDITÁVEL QUE VC TENHA PUBLICADO A "LETRA NA LATA"... VALEU IRMÃO, ESPERO QUE SEJA ÚTIL DE ALGUMA FORMA. SABE COMO EH AQUELA HISTORIA DA SEMENTE; ALGUMA COISA VINGA. DE QUALQUER FORMA, OBRIGADO.

OUTRA COISA. EU SEI QUE JILÓ ESCREVE-SE COM ‘J’, SÓ QUE O LENDÁRIO "ANGELO GILO" EH COM ‘G’ POR CAUSA DESTE LANCE DO NOME. LEMBRA DO LOGO G? ENTÃO BRADHA.

IRMÃO, EH ISSO AI. BOAS ONDAS E BOM CARNAVAL.

PEACE OUT.

GUSTAVO – Em 18/02/04

Claudio da Matta

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