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Pílulas Textuais –
Inspiração, Ação,
Lendas Vivas, Contribuições, Trabalho
e Festa
Ninguém
vive de surfe pensado. O trocadilho é válido,
mas estou falando literalmente que o surfista,
para sê-lo, precisa estar freqüentemente
dentro da água, em uma busca física
pelas ondas. É certo que, em alguns casos,
por obra do destino, alguns surfistas ficam impossibilitados
da prática e pensar o surfe é a
única modalidade que resta, opção
de grande mérito.
Por
ironia do destino, logo que comecei a escrever
o Surfe Pensado, minha vida se
afastou mais um pouco do ambiente praieiro, conseqüentemente
do surfe. É aquela tal busca por objetivos,
a situação do drop, o momento certo
de cada um fazer o que deve ser feito. Tudo isso
pra falar que outro dia fui na Prainha e dei um
gostoso banho na alma. Era dia de semana e fui
acompanhando o amigo Guilherme Einloft, autor
da foto que ilustra o cabeçalho da coluna
(que até então não havia
sido devidamente creditado). Uma tarde de redenção,
capaz de restabelecer parte da força gasta
na vida urbana, no dia-a-dia de luta, longe do
mar. O turco também estava lá aproveitando
aquele metro e meio de onda (de frente!). Fica
na mente a vista de cima da pequena serra que
divide a Prainha da praia da
Macumba, na volta, em pleno crepúsculo,
na boca da noite. Um visual inacreditável
e marcante, perfeito para depois do surfe. Tudo
bem que depois disso veio a Linha Amarela, a Linha
Vermelha e a Ponte, mas isso é outro papo.
Esqueci
de falar sobre o e-mail do Gustavo, que mandou
mensagem corrigindo a correção que
eu fiz no nome do Giló.
Jiló, segundo o dicionário
Aurélio, é fruto do jiloeiro, palavra
do quimbundo – língua africana. Enquanto
Giló (apesar de eu não
ter conseguido falar com ele, para além
de confirmar o aqui dito, poder colocar mais um
azeite nesse caldo) é, como disse o Gustavo
e eu concordo, o “lendário”
surfista niteroiense. Quando eu era moleque, ouvindo
com a beirada do ouvido o papo alheio, num certo
dia de ondas na Laje de Iaipú, Giló
me impressionou com os equipamentos recém
chegados do Havaí e com algumas histórias,
inclusive a de ondas grandes no Farol de São
Tomé, em Campos. É isso aí.
Se o Giló tiver acesso a esse texto, honrando
a coluna com sua visita, entre em contato, pois
logo será posta em prática uma reconstituição
da história do surfe em Niterói
e sua contribuição será fundamental.
Mesmo
ficando sem publicar novas colunas por um tempo
um quanto demasiado, existe um fator que leva
o projeto Surfe Pensado a andar sem que eu faça
força (a centelha foi acesa e agora a chama
vai aonde tem oxigênio para queimar; a roda
tomou impulso). Disponibilizo aqui mais uma bem
vinda colaboração de um surfe pensante.
Não se trata de crítica ou elogio,
mas de um texto informativo, turístico,
voltado para os que querem se aventurar pelos
picos do litoral paulista. Agradeço a contribuição
para a coluna e reafirmo que as mesmas são
bem chegadas e, na medida do possível,
serão publicadas (quem quiser, pense o
surfe e mande pra gente!).
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Vamos
surrrrfar, meu?– Parte 1 –
por Alexandre Buriti
Finalizando,
sobre o bloco Maria Farinha, que sai em Itacoatiara
no sábado, após a quarta-feira de
cinzas. Léo informa que, para quem quiser
ver mais fotos, todas reproduzidas das imagens
de vídeo feitas pelo surfista Guilherme
Felisberto, e informações sobre
eventuais ensaios e outras conversas, basta se
inscrever em:
http://br.groups.yahoo.com/group/mariafarinha/
Fala Léo: “Seria
bom também dizer que todos são muito
bem-vindos ao bloco, especialmente tocadores de
instrumentos de sopro, principalmente trompete
e trombone. Gaitista, só se for de chave.”.
MENSAGENS
ELETRÔNICAS RECEBIDAS PELA COLUNA
CRÍTICA
"Grande Claudinho"...
É sempre um prazer ler um texto novo do
surfe pensado, já estou pra te escrever
há um tempão mas tem me faltado
tempo. Gostaria de fazer a mesma critica de muitos
como você mesmo citou, o surfe pensado não
pode deixar os seus leitores sem novas matérias.
Você sabe muito bem disso, que o que dá
credibilidade a um bom trabalho é a sua
qualidade e a manutenção desta.
Qualidade o surfe pensado tem, então a
luta fica para mantê-la.
Vou falar um pouco do meu caso, sou leitor
assíduo da coluna e se tem uma coisa que
me da prazer é semanalmente ler um texto
seu no surfe pensado, com palavras do dia a dia
da praia, muito bem colocadas, que nos da a impressão
de estarmos lendo uma historinha em quadrinhos.
São as trips, a relação
idade/surf, a analise do tamanho do mar, a discordância
da sua opinião e a do Cyriaco... e por
ai vai. Eu estou longe de casa e mato minha saudade
de itacoá vendo o mar em fotos e lendo
sua coluna, mas isso não foi possível
essas semanas porque sempre que entrava no site
notava que a matéria continuava a mesma.
Ruim, muito ruim, não sabia o que estava
acontecendo, se você não era mais
escritor daquela coluna, se ela estava em crise,
simplesmente não sabia. Isso não
é bom, traz uma desconfiança por
parte do leitor, ele não tem mais a mesma
freqüência que tinha antes pois as
matérias não tem sido atualizadas.
Imagino que deve ser difícil escrever sem
inspiração mas faça uma força,
convide pessoas, busque novas alternativas para
manter a coluna com novas matérias e com
a qualidade de sempre, esse é um pedido
do leitor.
No meu caso, um leitor que faz questão
de mostrar o site para amigos e ter a satisfação
de vê-los apreciando também a coluna
e no final, depois dos elogios, falar de boca
cheia... "esse cara que escreve,
é um brother camarada meu, gente da melhor
qualidade e que tem o surf como religião
também."
Isso engrandece a nossa cidade, a nossa maravilhosa
Itacoatiara e melhora o entendimento
das pessoas em relação ao surf.
Então ai fica meu pedido para a fábrica
de palavras não parar pois ela alimenta
a imaginação das pessoas.
Um
beijo,
Raphael Queiroz (Macalé)
Em 28/03/04 – seguindo da Flórida
para a Califórnia, EUA.
– Boa sorte Macalé!!!
GILÓ
FALA AI CLAUDINHO, ALOHA...
CARA, INACREDITÁVEL
QUE VC TENHA PUBLICADO A "LETRA NA LATA"...
VALEU IRMÃO, ESPERO QUE SEJA ÚTIL
DE ALGUMA FORMA. SABE COMO EH AQUELA HISTORIA
DA SEMENTE; ALGUMA COISA VINGA. DE QUALQUER FORMA,
OBRIGADO.
OUTRA
COISA. EU SEI QUE JILÓ ESCREVE-SE COM ‘J’,
SÓ QUE O LENDÁRIO "ANGELO
GILO" EH COM ‘G’ POR
CAUSA DESTE LANCE DO NOME. LEMBRA DO LOGO G? ENTÃO
BRADHA.
IRMÃO, EH ISSO AI.
BOAS ONDAS E BOM CARNAVAL.
PEACE OUT.
GUSTAVO – Em 18/02/04
Claudio
da Matta
surfepensado@itacoatiara.com
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