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Por Claudio da Matta
 
 


Manifestações ‘Surfe Pensadas’

Caro amigo

Em face da controvérsia gerada pelo seu último texto, vejo-me impelido a manifestar o meu entendimento, autorizando-o, como de costume, a publicá-lo, caso seja de interesse para o site:
1) Inicialmente, gostaria de colocar que a discussão civilizada sobre determinado assunto tende, normalmente, a enriquecê-lo; citando Nélson Rodrigues, por diversas vezes concordei com o seu pensamento de que “toda unanimidade é burra”. Viver em democracia incide em compreendermos posicionamentos divergentes, e, ainda que nos incomodem, aceitarmos que o outro tem o direito de possuir e seguir a sua verdade. Outrossim, acredito que você, Cláudio, não só pode, como deve continuar expondo a sua opinião, bem como aqueles que concordam ou divergem da mesma, como o Cyriaco, que teve a sua carta publicada na íntegra, permitindo que todos tivessem acesso ao seu parecer. Lamentável seria nos acovardarmos em colocar assuntos em pauta por causa, por exemplo, de um patrocinador que se deixa influenciar por uma simples matéria de internet! Por sinal, admiro o esforço do presidente da ASN em prol do surfe niteroiense, mas vá lá!!! Esse patrocinador não deve saber nem o que é uma prancha para assumir tal postura!!!! Sem ofensa, mas acredito que, talvez, o nobre presidente da ASN esteja batendo na porta errada, pois essa empresa (ou pessoa) não possui, pelo que eu entendi, nenhuma estratégia para retorno do patrocínio de um campeonato de surfe. Afinal, o que esse cara quer de retorno da divulgação de sua marca em Itacoatiara? O que ele planejou, ante as informações prestadas (acredito) pela ASN? Desculpem a sinceridade, mas sou forçado a acreditar que esse patrocinador ou é um completo ignorante dos assuntos do surfe, ou é um tremendo mequetrefe...

2) Não podemos negar a coragem do colunista ao expor abertamente o seu tédio com os formatos atuais dos campeonatos de surfe. Se vão jogar pedra nele, então guardem algumas para mim e para muitas outras pessoas de dentro e de fora do surfe. Vamos ser sinceros: os campeonatos têm o seu valor, isto é inegável, mas não são rentáveis nem atrativos no seu formato atual, e, sem dinheiro (respeito as opiniões hippies e românticas em contrário), NÃO SE REALIZAM PROJETOS. Ilustrando: Como uma emissora de TV vai cobrir um campeonato e pagar por essa cobertura, se na hora a filmagem não pode ser feita, por exemplo, por falta de onda? Imaginem um clássico tipo Fla x Flu ser adiado por que a grama está rala. Uma vez vi um atleta perder uma bateria simplesmente pela mesma ter o seu horário antecipado. Só esqueceram de avisar os competidores. O que quero dizer é que o surfe tem características que dificultam a transformação dos atuais campeonatos em negócios altamente rentáveis, principalmente pela dificuldade de mídia. Hoje, particularmente, vejo que talvez o futuro do surfe esteja onde ele começou: nas “adventures”. Por exemplo, neste momento há um prêmio de US$ 1.000.000,00 (zeros pacas, não?) para o bigrider que surfar uma onda de 30m ( aprox.100 pés). Não sei se o cara vai sair vivo, mas, caso resista, a aposentadoria estará garantida! É lógico que o patrocinador do prêmio sabe que vai lucrar umas três vezes mais com os direitos de imagem e com o retorno de mercado. É o claro exemplo de um negócio lucrativo e, por outro lado, incentivador para o esporte. Entendo que existem mais de uma centena de fórmulas a serem exploradas não só para campeonatos, mas de uma forma geral, inclusive bem mais “lights” que surfar uma onda de 30m... outro exemplo: quantos lugares paradisíacos o surfe não revelou para o turismo mundial? E quanto disso retornou para o esporte e seus praticantes? O mercado de filmes e revistas de surfe também é interessante, principalmente quando revelam novos lugares com potencial turístico. Por falar nisso, teve um longboarder niteroiense que fez um belo filme, onde posso comprar uma fita? ....bem, e aí vai...vou parar por aqui senão roubam algumas de minhas idéias...rs
Para compilar a minha sincera opinião, os campeonatos de surfe podem tentar novas fórmulas, mais atraentes, mas também o surfe como um todo, pois a renovação costuma ser benéfica. Há algum tempo os longboards eram raridade, hoje em todo os picos tem um, normalmente com senhores em cima, sendo respeitados por todos, sem incômodo algum. Este é um exemplo de “reinvenção” que acredito será muito benéfica para o surfe.


3) Finalizando, louvo o espírito democrático e a coragem do site em polemizar em torno de assuntos tidos como “espinhosos”... Boas ondas para todos....Valeu....

Alexandre Buriti.
25/01/04

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Bom dia Claudio


Pensei em lhe escrever algo construtivo mas vou direto ao assunto. O conteúdo de sua ultima coluna " Surf Competição ...." foi no mínimo infeliz. Já que vc se diz jornalista e amante do surf, escreva algo construtivo ao esporte. Se não tem o que escrever que tal ser crítico de novela. Mas não vem com essa de amante do esporte e escrever coisas que vão arranhar mais ainda a imagem desse esporte.

Mais surf, menos bobagem.

Eduardo "Truta" Rezende
26/01/04

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Vi num site lá do sul o www.gosurf.com.br um novo modelo de competição,seria por equipes e organizado de tal maneira que pudesse até ser assistido ao vivo pela TV, dê uma olhadinha lá no site.

Freqüento direto o site itacoatiara.com parabéns a todos.

Abraços, Artur Gama
28/01/04

 

Claudio da Matta

surfepensado@itacoatiara.com

 

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