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MARIA
FARINHA - CRUSTÁCEO POPULAR
Uma
tradição, com raízes fundadas
na cultura popular, está prestes a se materializar
em Itacoatiara. Não é profecia não,
é o bloco carnavalesco MARIA FARINHA. A
estréia foi no ano passado e o dia da saída
é o sábado seguinte à quarta-feira
de cinzas. Meu amigo, Léo, Entidade, explica:
| Bloco
Maria Farinha. Estréia. Itacoatiara
2003. |
Surfe
Pensado: Como surgiu o bloco?
Léo: O Maria Farinha surgiu em 2003, às
vésperas do carnaval, quando Davi deu a
idéia de fazermos um bloco para tocar marchinhas
antigas em Itacoatiara, no sábado pós
carnaval, para que os niteroienses que viajaram
pudessem comparecer. Aproveitamos blocos como
o Céu na Terra e o Cordão do Boitatá
para relembrarmos as marchinhas e isto ficou valendo
de ensaio. Já nesta primeira vez, sentimos
que era o início de uma longa tradição.
SP:
Quem são os organizadores?
Léo: Organizadores o bloco não tem,
embora precise. Tem uns "ajudantes"
que dão um gás para que ele saia:
Davi, Rafinha, eu, Ricardo Gadelha, Tadeu, Julia,
Lua, Bia... A Cris (Ramscheid), embora nova no
bloco, já disse que vai organizar o repertório
e promover ensaios. Guilherme Felisberto também
dá uma força no registro e você
pode conseguir umas imagens com ele.
SP:
E o samba?
Léo: O samba foi feito num churrasco na
casa do Rafinha, predominantemente por Ricardo
Mansur (que também deu uma “forçona”
no bloco) e Juba. Mas todo mundo que estava lá
deu uma “contribuiçãozinha”.
A letra é:
Você
sabe quem sou eu
sou de Itacoá
Bota a farinha na mesa
e traz Maria pra sambar
Bloco
Maria Farinha. Estréia. Itacoatiara
2003. |
De
pés descalços na areia fina
esse camarão me alucina
abafa o caso, não perde a linha
a onda é o Maria Farinha
Bloco
Maria Farinha. Estréia. Itacoatiara
2003. |
E
o tatuí ficou ali
a esperar ela passar
Bloco Maria Farinha
crustáceo popular
Bloco
Maria Farinha. Estréia. Itacoatiara
2003. |
Participei
da edição 2004 do Maria
Farinha e achei a maior diversão.
Fabrício Vinhas, amigo
e pessoa das internas do samba, ensina, “Bloco
de carnaval faz parte da cultura popular brasileira”.
Sou a favor que os ensaios se concretizem, como
disse Fabrício, “para conquistar
o respeito e incentivar a participação
dos freqüentadores da praia”. Levo
a maior fé no resgate dessa tradição.
Até!!
Claudio
da Matta
surfepensado@itacoatiara.com
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